Direitos LGBT como direitos humanos

Esta semana, Hillary Clinton fez um discurso defendendo os direitos de pessoas LGBT como parte dos direitos humanos. Vale a pena ver ou ler tudo, mas selecionei (e traduzi) as partes de que mais gostei.

 

It is violation of human rights when people are beaten or killed because of their sexual orientation, or because they do not conform to cultural norms about how men and women should look or behave. It is a violation of human rights when governments declare it illegal to be gay, or allow those who harm gay people to go unpunished. It is a violation of human rights when lesbian or transgendered women are subjected to so-called corrective rape, or forcibly subjected to hormone treatments, or when people are murdered after public calls for violence toward gays, or when they are forced to flee their nations and seek asylum in other lands to save their lives. And it is a violation of human rights when life-saving care is withheld from people because they are gay, or equal access to justice is denied to people because they are gay, or public spaces are out of bounds to people because they are gay. No matter what we look like, where we come from, or who we are, we are all equally entitled to our human rights and dignity.

 

(…)

 

The (…) perhaps most challenging issue arises when people cite religious or cultural values as a reason to violate or not to protect the human rights of LGBT citizens. This is not unlike the justification offered for violent practices towards women like honor killings, widow burning, or female genital mutilation. Some people still defend those practices as part of a cultural tradition. But violence toward women isn’t cultural; it’s criminal. Likewise with slavery, what was once justified as sanctioned by God is now properly reviled as an unconscionable violation of human rights.

 

In each of these cases, we came to learn that no practice or tradition trumps the human rights that belong to all of us. And this holds true for inflicting violence on LGBT people, criminalizing their status or behavior, expelling them from their families and communities, or tacitly or explicitly accepting their killing.

 

(…)

 

There is little doubt in my mind that support for LGBT human rights will continue to climb. Because for many young people, this is simple: All people deserve to be treated with dignity and have their human rights respected, no matter who they are or whom they love.

 

***

 

É uma violação dos direitos humanos quando pessoas são espancadas ou mortas devido à sua orientação sexual, ou porque elas não se conformam às normas culturais sobre qual deve ser a aparência ou comportamento de homens e mulheres. É uma violação dos direitos humanos quando governos declaram que ser gay é ilegal, ou permitem aqueles que ferem pessoas gays a escaparem punição. É uma violação de direitos humanos quando lésbicas ou mulheres transgênero são submetidas ao assim-chamado estupro corretivo, ou forçadas a se submeterem a tratamentos hormonais, ou quando pessoas são mortas após apelos públicos por violência contra gays, ou quando são forçados a fugir de seus países e buscar asilo em outras terras para salvar suas vidas. E é uma violação de direitos humanos quando serviços de saúde que salvam vidas são negados a pessoas porque são gays, ou acesso legal à justiça é negado a pessoas porque são gays, ou espaços públicos estão fora dos limites para as pessoas porque são gays. Qualquer que seja nossa aparência, de onde quer que venhamos, ou quem quer que sejamos, nós todos temos direito, igualmente, a nossa dignidade e a nossos direitos humanos.

 

(…)

 

A questão possivelmente mais desafiante surge quando pessoas citam valores religiosos ou cuturais como uma razão para violar ou não proteger os direitos humanos de cidadãos LGBT. Isso não é diferente da justificativa oferecida para práticas violentas contra mulheres como crimes de honra, a queima de viúvas ou a mutilação genital feminina. Algumas pessoas ainda defendem essas práticas como parte de uma tradição cultural. Mas a violência contra mulheres não é cultural; é criminal. Assim como com a escravidão, o que um dia fora justificado como sancionado por Deus é hoje devidamente rejeitado como uma violação injusta de direitos humanos.

 

Em cada um desses casos, nós aprendemos que nenhuma prática ou tradição se sobrepõe aos direitos humanos que pertencem a todos nós. E isso é verdade quanto a infligir violência contra pessoas LGBT, criminalizar seu status ou comportamento, expulsá-los de suas famílias e comunidades, ou tácita ou explicitamente aceitar que sejam mortos.

 

(…)

 

Tenho poucas dúvidas de que o apoio para os direitos humanos LGBT continuará a aumentar. Porque para muitos jovens, isto é simples: todas as pessoas merecem ser tratadas com dignidade e ter seus direitos humanos respeitados, quem quer que sejam ou amem.

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